“Procure um especialista da Capital Estratégico para entender
como os diversos cenários políticos e econômicos podem impactar seus investimentos.“
A Estratégia Gaivota combina três operações com opções para criar uma estrutura que permite ao investidor participar da valorização de uma ação, utilizando os prêmios recebidos para ajudar a reduzir o custo da operação.
Para entender de forma simples, imagine uma ação negociada hoje a R$ 100,00.
A estratégia será formada por três partes: uma Put vendida, uma Call comprada e uma Call vendida.
Asa Esquerda: a Put vendida
A primeira parte da estratégia é a venda de uma Put.
Ao vender essa opção, o investidor recebe um prêmio. Em troca, assume a obrigação de comprar a ação por um determinado preço caso ela caia abaixo desse nível no vencimento.
No nosso exemplo, podemos vender uma Put com strike de R$ 85,00. Se a ação permanecer acima de R$ 85,00 até o vencimento, a opção pode perder seu valor e o investidor fica com o prêmio recebido. Mas, se a ação cair para R$ 80,00, por exemplo, o investidor poderá ser obrigado a comprar a ação por R$ 85,00.
Em outras palavras: recebemos um prêmio, mas assumimos o risco de comprar a ação caso ela caia abaixo do preço combinado.
Essa é a primeira batida de asa da Gaivota.
Corpo: a Call comprada
A segunda parte é a compra de uma Call.
É ela que permite ao investidor participar da valorização da ação. Com a ação valendo R$ 100,00, podemos comprar uma Call com strike de R$ 100,00.
Essa opção dá ao investidor o direito de comprar a ação por R$ 100,00 até o vencimento. Se a ação subir para R$ 115,00, por exemplo, existe uma diferença de R$ 15,00 entre o preço de mercado e o preço pelo qual temos o direito de comprar a ação.
É aqui que a estratégia começa a ganhar força.
A Gaivota bate as asas, encontra uma corrente de ar favorável e começa a ganhar altitude com a valorização da ação.
Asa Direita: a Call vendida
A terceira parte é a venda de uma Call, normalmente com um strike acima do preço atual da ação.
No nosso exemplo, podemos vender uma Call com strike de R$ 120,00. Essa operação também gera um prêmio, ajudando a reduzir o custo da Call que compramos.
Porém, existe uma consequência: o ganho da estratégia fica limitado acima de R$ 120,00. Se a ação chegar a R$ 115,00, por exemplo, continuamos participando da valorização.
Mas imagine que ela suba para R$ 130,00. A partir de R$ 120,00, a Call que vendemos começa a compensar o ganho da Call que compramos. Na prática, esse strike estabelece o limite superior de ganho da estratégia.
É como se a Gaivota pudesse voar alto, mas tivesse um teto para o seu voo.
A Gaivota em uma única imagem
No nosso exemplo:
Ação hoje: R$ 100,00
- Put vendida: R$ 85,00 → gera prêmio, mas cria risco de compra da ação nesse preço.
- Call comprada: R$ 100,00 → permite participar da alta da ação.
- Call vendida: R$ 120,00 → gera prêmio e limita o ganho acima desse nível.
A lógica fica simples:
Se a ação sobe: a Call comprada permite participar da valorização.
Se a ação fica dentro da faixa esperada: os prêmios recebidos ajudam no resultado da operação.
Se a ação sobe muito acima de R$ 120,00: o ganho fica limitado.
Se a ação cai abaixo de R$ 85,00: aparece o principal risco da estrutura, pois a Put vendida pode gerar a obrigação de comprar a ação.
Afinal, por que “Gaivota”?
Porque a estrutura lembra o formato de uma gaivota em voo:
Asa esquerda → Put vendida
Corpo → Call comprada
Asa direita → Call vendida
A metáfora ajuda a entender a lógica, mas o mais importante é lembrar:
“A Gaivota não elimina o risco.
Ela reorganiza o risco e o potencial de retorno por meio das opções.“
Por isso, antes de montar uma operação, é fundamental conhecer quanto pode ganhar, quanto pode perder e em quais preços cada opção começa a afetar o resultado.
Opções não são complicadas quando entendemos primeiro a função de cada peça.
Aprenda a estruturar operações com opções, controlar riscos e buscar oportunidades no mercado.
👉 Fale com a Capital Estratégico e descubra se essa ou outras estratégia com opções fazem sentido para o seu perfil como investidor.



